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Releitura, disco de estreia e muito mais: confira os últimos lançamentos de agosto


Nostalgia - Superego (EP)


O multi-instrumentista, compositor e produtor João Felipe Cavalcanti, co-fundador e baixista da banda Tagore, lançou o EP Nostalgia com seu novo projeto Superego, já disponível nas principais plataformas digitais. O trabalho faz parte de seu projeto experimental Superego e conta com cinco faixas instrumentais que transportam a mente para o mesmo local que dá nome ao EP.


Em Nostalgia, o artista utiliza sintetizadores, baixo, guitarra e bateria eletrônica para criar uma mistura que flutua com leveza entre o jazz e o lo-fi. Astonuta, Setúbal, Nostalgia, O sonhador e Takuya trazem estilos que destoam do rock no Tagore, mas isso não é um problema. “A música possui diversas funções e abordagens, pode ser para dançar ou para dormir. No projeto Superego, procuro explorar o poder da música como elemento relaxante, como lounge, chill-out e jazz”.


Todas as faixas são autorais e foram produzidas e mixadas pelo músico. O artista gravou o EP num estúdio montado em casa. Já a masterização e edição do EP foram assinados por Benke Ferraz, do Boogarins e o trabalho lançado pelo selo Estelita. “Embora o som do Superego avance por caminhos diferentes, The Doors vai ser sempre uma referência fundamental pra mim. E também Beatles, Bill Evans, Shuggie Otis. Isso tudo me influencia bastante”, disse João.


Confira o EP:


Mazuli - Mazuli (Álbum)


O cantor e compositor pernambucano Mazuli lançou seu primeiro disco. Batizado com o nome artístico, o trabalho reflete as referências construídas pelo músico ao longo de sua trajetória em repertório autoral, como ele mesmo faz questão de enfatizar nas entrelinhas. “Esse disco é de uma pessoa que tem muito medo, mas ainda assim se joga. Como falo na canção ‘Truman’, vi o precipício e pulei”.


A obra conta com 11 faixas e já está disponível nas principais plataformas digitais através da Tratore. O misto entre poesia e sofrimento atravessado de vingança norteiam a produção. Em ‘Teste de amor’, produção em que o músico divide os vocais com Helton Moura, sinaliza: “você foi a pior companheira, arrogante e cruel. Fiz meu teste de amor por você, deu negativo”. E, no refrão, tripudia: “ao ouvir a canção você vai entender, o quanto que me sinto bem quando estou sem você”. Em outra parceria com Helton Moura, ‘Não Minta pra mim’, Mazuli assume: “não me torna melhor olhar pelos buracos que escolheste moldar as feridas do meu coração”. Algumas canções foram escritas especialmente para o disco, outras, como ‘Entre eu e você’ (dueto com Bruna Alimonda) e '8 ou 80', parceria com Otto já tinham sido lançadas.


A crítica social aparece em 'Moeda', composição que fecha o álbum do jeito que o artista planejou. “Curioso que venho falando de amor e fecho com essa canção, que é uma crítica social. Fiz essa opção especialmente pela sonoridade, marcada por guitarras bem fortes. Eu queria que o disco terminasse assim bem tenso, do jeito que eu sou”.


Assista ao visualizer do álbum:


Sagacidade - Irac ZS (clipe)


Com um bear e letras potentes, a canção “Sagacidade” do rapper Irac ZS traz uma narrativa de proteção ancestral e luta para superar as dificuldades e traçar um caminho para a vitória.


A sagacidade está marcada e presente nas rimas que trazem as vivências do rapper e também é rememorada pelo beat do hip hop e do rap de mensagem. O clipe traz imagens do artista em momentos de lazer nas praias pernambucanas e evocam a proteção de Iemanjá, presente no refrão da canção: “Os bico sujo não me calam. Banhado nas águas sagradas. Sarava, Odaya, Iemanjá. Banho de mar pra lavar a alma”.


Confira o clipe de “Sagacidade”:



Assum Preto - Clayton Barros (single)


Abrindo caminho para sua carreira solo, Clayton Barros, violonista, vocalista e um dos compositores da banda Cordel do Fogo Encantado, lança versão instrumental de Assum preto, clássico de Luiz Gonzaga. A faixa do Rei do Baião foi originalmente lançada em 1950, sendo um canção que carrega ideias de confinamento e isolamento em sua letra.


Assum preto veve sorto

Mas num pode avuá

Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai... pudesse oiá


“É muito difícil escolher uma música dentro do repertório de Luiz Gonzaga, mas cheguei à conclusão que em Assum Preto eu poderia intervir – com todo respeito e cuidado – na obra do mestre”, explica o músico. A nova versão foi gravada com violões de 6 e 12 cordas e tem como percussão objetivos cotidianos como garrafa e isqueiro, além de batida dos pés.


Confira a versão:


Limiar do Vácuo - Fernando Alakejá (Videoclipe)


Combinando o rock setentista e neopsicodelia, o guitarrista e cantor recifense Fernando Alakejá lança o clipe de Limiar do Vácuo, A canção é a primeira de três músicas que o músico prepara para o final de 2021 e é lançada pelo recém-fundado selo Mormaço Records. Quem assina a direção do clipe é por Cadu, vocalista da banda O Quartinho, e montado por Deyvid Saborido. A produção da canção é assinada com Manoel Malaquias.


A letra da música nasce de divagações existenciais, com referências sonora e lírica de artistas como Erasmo Carlos, Secos e Molhados e Novos Baianos. “A organicidade do rock setentista nos atrai muito. A guitarra ‘suja’ e com muito fuzz, a bateria livre e com muitas viradas foram alguns dos elementos que ajudam a trazer essa estética”, resume o cantor.


Confira o videoclipe:


Só eu sei - Ororo (clipe)


Dois meses após o lançamento do clipe “Fica”, a cantora pernambucana Ororo lançou o clipe de “Só Eu Sei”. Com uma escolha narrativa que parece ter uma ligação e uma continuidade intencional, após cantar “Pra você eu digo fica”, a cantora retrata o apelo de uma mulher que afirma as suas qualidades únicas a fim de impedir o distanciamento do seu parceiro ou parceira.


“Sabe que não vai ser igual. Elas podem até ser legal, mas não sou eu”, afirma Ororo no verso cantado logo após o refrão.

Com uma sonoridade do R&B, a música conta com a produção de TheKick e a mesterização de NexoAnexo. A produção audiovisual é assinada pela produtorua HoodCave e traz imagens de Ororo em diferentes lugares e momentos, com uma produção que ressalta a beleza e a autoestima proposta pela letra da canção.


Confira:


Ego - rT MC feat Materia Gris (clipe)


Conexão latinoamericana presente!


A canção “Ego” é uma parceria de rT MC, rapper de Goiana, na Zona da Mata de Pernambuco, com Materia Gris, artista venezuelano. A composição é um rap de mensagem que fala sobre as vivências da periferia e ressalta o poder do ego, presente nas rimas, para o movimento de resistência.


No momento em que os versos começam a ser cantados por Materia Gris o beat da canção ganha uma sonoridade mais acelerada para acompanhar as rimas em espanhol, uma mudança bastante interessante e que proporciona uma ótima virada para a música.


O clipe, produzido pelo Laranjeira Estúdio, conta com imagens gravadas nas ruas da cidade de Goiana. Confira:



2h37 - MagoJulho (Clipe)


Em seu primeiro trabalho solo, o músico MagoJulho lança a canção para a música 2:37. Mesclando música pop, dreampop e rock alternativo, a canção carrega em sua letra uma ode as madrugadas. “2h37 fala de tempo, de repouso, de esforço, de trabalho, de quem quer tudo, mas primeiro precisa ter a paciência de esperar o momento certo para começar”. O clipe para a canção foi gravado com celular e tem cenas gravadas diretamente nos stories do Instagram. A faixa tem guitarras de Cellestino e Teclado base de MD.


Confira o videoclipe:



Trilogia do Abismo - Guto (EP)


Apesar do nome, Trilogia do Abismo é um EP com quatro canções lançadas pelo músico pernambucano Guto. Após quatro anos investidos em produções instrumentais alternativas e feitas com simplicidade, o trabalho é o primeiro com letra sob as batidas, versando de modo intimista sobre os sentimentos do artista, sobretudo as suas faltas e saudades.


Para Guto, o nome contraditório de “Trilogia” pode ser explicado pelo caráter da última canção instrumental que fecha o EP, transmitindo um clima de epílogo que sintetiza a mensagem das canções antecedentes.


Confira:




Quero Mais - Yannara (Clipe)


A multiartista independente Yannara, de Surubim, lançou o clipe da canção “Quero Mais”. O videoclipe foi extraído do espetáculo Sobre a Mesa: Lascívia do grupo Street Family, em coerência com a trajetória de bailarina e coreógrafa da artista, além de cantora e compositora.


Com uma iluminação avermelhada que remete ao desejo, a artista dança e interage com os outros dançarinos em uma simbiose artística e sensual que potencializa a sonoridade pop e hip hop da canção. A coreografia é do grupo Street Family e a direção geral ficou com Alex Souza.


Confira:










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