• Revista Gruvi

Releitura, conflitos e memórias: confira os lançamentos dos últimos quinze dias




Para la tierra volver - Marília Parente (single)


Uma música que se relaciona diretamente aos conflitos fundiários. Mais especificamente ao caso de um grupo de camponeses jurados de morte e de Edeilson Alexandre Fernandes da Silva, vítima de uma emboscada no Engenho Fervedouro, localizado na zona rural de Jaqueira (PE). Edeilson, alvejado com sete tiros, foi eternizado na canção de Marília Parente, que contou com a co-produção de Antônio Nolasco.


Para la tierra volver tem uma clara inspiração na cultura sertaneja, mas também é possível estabelecer uma conexão com um Bob Dylan em suas primeiras décadas de carreira, tanto pela narrativa quanto pelas inserções da harmônica, tocada por Rodrigo Cm. Está disponível nas principais plataformas de streaming.


Confira:


Canhão 75 - Banda Eddie (single)


Ainda imersa nas carnavalidades e no frevo, a banda Eddie lança o single “Canhão 75” e dá continuidade aos lançamentos de “Atiça”, futuro álbum do grupo que vai tomando forma gradativamente. No início de 2020, Eddie lançou um EP com as 5 canções que compõem o lado A do disco; e agora nos apresentam o primeiro single do lado B.


A clássica instrumental “Canhão 75” foi originalmente gravada pelo maestro Nino Galvão em 1951 e popularizou-se nos arranjos de Antônio Nóbrega. Produzida no Fruta Pão Records, a releitura da banda Eddie traz a canção com uma nova roupagem, mais atualizada e com efeitos eletrônicos produzidos pelos sintetizadores. A mesma coisa acontece em “Na Veia”, nova versão da música do Cordel do Fogo presente na parte A do disco.


Como muitas bandas, a pandemia da Covid-19 mudou o planejamento da Banda Eddie. A primeira parte do álbum foi lançada em janeiro de 2020 e deveria ser acompanhada pela segunda parte por volta de abril do mesmo ano, mas a incerteza da crise sanitária alterou o fluxo de lançamento do grupo. O que podemos esperar deste lado B? O mesmo conceito atual de homenagem ao frevo, mas talvez com uma investida menos comercial, como comprova a escolha de uma música instrumental como primeiro single.


Ouça a música:


Fica essa noite - Léo da Bodega (clipe)


Com previsão de divulgar sua primeira mixtape ainda neste mês, o artista olindense Léo da Bodega lançou o clipe e single “Fica essa noite”. A canção, que mistura o trap com influências do disco e resulta em um som atraente, marcante e bem dançante, foi produzida por Ak Beatmaker. Quanto à letra, carrega rimas sobre uma forte paixão e a solidão de uma desilusão amorosa. As referências ao Disco estão bem presentes e marcantes na direção de arte do clipe, tanto no cenário quanto no figurino.


Léo da Bodega é uma grande aposta do trap pernambucano desde sua estreia nas plataformas de streaming, no início da pandemia. “Fica essa noite” é uma prévia do que estar por vir na Mixtape Léo da Bodega, um projeto musical que tem como um dos objetivos retratar as vivências do jovem olindense, um convite para mergulhar em Olinda através da música trap com influências de outro ritmos como o Disco. Uma aposta ousada que tem tudo para dar certo e estamos ansiosos para ouvir. Enquanto esperamos, escutem o single e confiram o clipe para conhecer mais o artista pernambucano!



Leve e de Brisa - Jam da Silva (clipe)


Com uma sonoridade leve e, ao mesmo tempo, potente, o músico pernambucano Jam da Silva lançou o clipe de Leve e de Brisa, uma das canções que estarão no terceiro álbum solo do artista, com previsão de lançamento pra março.


“Se vou leve / não tem ninguém que diz que não vai dar”, diz Jam na música, que dialoga com o clipe dirigido por Max Levay. Nas imagens, o músico canta e dança em meio à natureza, em harmonia com a mensagem trazida na letra.



Lado bom - Weré Lima (single)


Weré Lima volta à lista de lançamentos da Gruvi. Dessa vez, o artista surubinense lança Lado bom, o terceiro single do álbum vindouro, Beija Flor. O músico, que prepara o lançamento do seu primeiro disco solo depois de um trabalho com a banda Mamelungos, escreveu a letra da música em homenagem à filha, Aylla.


A música, gravada em home studio, nos leva a um ambiente de tranquilidade e aconchego, com uma linha de baixo marcante que se mistura às inserções percussivas e à guitarras suaves. Destaque também para a arte da capa, feita pelo artista visual Matheus Xavier.



Ingazeiro - Torre (single)


As memórias de infância dão o tom, o som e a narrativa construída em Ingazeiro, single lançado pela banda recifense Torre. A canção, disponível nas principais plataformas digitais, faz parte do EP Lado B, que reúne composições de Pág.72, segundo álbum de estúdio do grupo.


Fui o primeiro a subir com minha sacola plástica para recolher seus frutos / quando me virei já tinham dez atrás de mim / para brincar de pique-esconde entre os galhos caídos. Com forte presença do saxofone, sintonizado com toques suaves da bateria comandada por Vito Sormany, a música revisita um episódio de infância em que crianças brincam sobre uma árvore recém derrubada, e aborda reflexões sobre vida e morte - com brechas a um certo saudosismo dos tempos já vividos.


Palco - Mooniz feat. Polyenso (single)


Imerso em sua própria história, o cantor e compositor pernambucano Mooniz transformou o isolamento da pandemia em um momento de criação para seu single Palco. Feito em parceria com os americanos de Polyenso, a canção traz uma melodia leve e aborda o término de relacionamentos.


"A Canção também é sobre conhecer nosso próprio espaço e importância compreendendo a necessidade de deixar ir o que precisa ir e já não cabe mais", explicou o músico. Em união com as vozes da Polyenso, grupo da Flórida, a canção mistura elementos sonoros como a música popular brasileira e a música latina com batidas eletrônicas, trazendo fortes marcações no groove.


A faixa conta também com a produção adicional de Luccas Maia, a bateria de Arquétipo Rafa, os backing vocals de Katarina Nápoles (da banda Guma), captação de voz de Vinicius Aquino e mixagem e masterização de Tiago Abrahão.



Cabelo Branco - YungBoo (single)

"Ela quer o neguin de cabelo branco!", verso do refrão do single lançado nesta sexta-feira pela Call Communication representa a autoestima do homem negro na voz do rapper YungBoo.


Com um trap dançante, produzido por Jovem Otto, a canção trata da autoestima e da ambição do rapper YungBoo, que tem o cabelo como um elemento fundamental para impor uma autoimagem de poder e resistência. "Cabelo Branco" referencia um princípio essencial do Hip Hop, que é o resgate da autoestima do homem negro, com uma sonoridade ousada e contagiante.




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