• Revista Gruvi

Para encerrar o mês com arte, música e poesia: últimos lançamentos de maio


Larissa Lisboa em "eu choro, não nego" . Créditos: Flora Negri

eu choro, não nego - Larissa Lisboa e Amaro Freitas (videoclipe)

Acolher os sentimentos é o caminho para a autopercepção e libertação. O clipe de “eu choro, não nego”, dos pernambucanos Larissa Lisboa e Amaro Freitas, traz para o visual a mensagem já conhecida da canção. Em uma montagem bem feita e figurinos trabalhados, o vídeo apresenta a artista em suas diferentes fases de angústia e liberdade.

Dirigido por Luara Olívia, o clipe traz elementos da natureza, de forma que a metáfora da lágrima parece estar sempre presente, seja na maquiagem ou na ambiência das águas fluindo de rios e cachoeiras. Agregando ainda mais dramaticidade e sensibilidade à experiência, o piano frenético de Amaro Freitas confere ao clipe uma sensação de êxtase, como se as notas guiassem os corpos que estão em cena, fazendo papel análogo a uma trilha sonora.

A maquiagem feita por Zé Lucas foi um destaque do trabalho, ganhando até filtro nos stories do Instagram para uma divulgação criativa do lançamento. Toda a produção contou com o incentivo da Lei Aldir Blanc.


Confira:



Atiça - Banda Eddie (álbum)


Agora tá completo! A Banda Eddie lançou na íntegra Atiça, oitavo álbum do grupo. O lado A do disco foi lançado em janeiro de 2020 e deveria ser acompanhado pelo Lado B por volta de abril do mesmo ano, mas a incerteza da crise sanitária alterou o fluxo de lançamento do grupo.


O trabalho segue imerso nas carnavalidades e no frevo, agora trazendo canções com uma investida menos comercial, mas que não deixa de lado o tom dançante, como nas canções Rainha Matamba (parceria com Isaar) e Preciso Levantar. Atiça conta com a participação de nomes como Sofia Freire, Isaar, Gangga Barreto, Samuel Mota, Daniel Fino e do Grêmio Musical Henrique Dias.



Desafio - DJ Phino versos Okado do Canal (EP)


Recorrendo às bases para falar sobre as lutas travadas diariamente, o rapper recifense Okado do Canal transformou um duelo da ficção em realidade com o beatmaker DJ Phino. Juntos, ambos deram vida ao EP Desafio: DJ Phino versos Okado do Canal, disponível nas principais plataformas digitais desde o dia 26 de maio.


Ousado, o trabalho é composto por seis faixas versáteis, que ao mesmo tempo que estimulam os ouvidos com a sonoridade meio misturada dos beats de Phino, fazem o ouvinte se prender à realidade dos versos criados pelo rapper. "Não Posso Perder", "Mermo de Airmax", "Altos e Altos", são exemplos disso.


As letras trazem as raízes periféricas de Okado, que tem a Favela do Canal como marca de suas produções. A necessidade de "vencer" para ser o ponto de partida/espelho para outros moradores do bairro; a ostentação como ato político e às vezes como a única alternativa à normalidade de olhares alheios e a persistência para seguir construindo novos caminhos dentro da música são temas tratados nas três canções.


Já "Urbanoide", é um instrumental produzido por DJ Phino que traz uma sonoridade de transição dentro do EP. Seguido de "Atrás do seu Perfume", uma lovesong relaxante, mas que não tira a intensidade da produção. "Nunca Vai Parar" finaliza o EP de seis faixas, completando a coerência narrativa do trabalho, entre versos rápidos e cheios de significado.


Além da produção musical e letras, Okado e DJ Phino também assinam a direção musical do trabalho. A captação, mixagem e masterização foram feitas por Lucas Ferraz, enquanto a foto da capa e design gráfico levam o nome de Rodrigo Garcia.


A direção de arte, os Lyrics dos vídeo e a produção executiva do EP foram feitos por Amanda Dias, Bode Crew inc e Rodrigo Ramos, respectivamente.



Ciranda da Macaxeira - Mestre Luiz Paixão e Siba (Single)


A canção Ciranda da Macaxeira escrita por Mestre Luiz Paixão e Guga Santos ganhou uma interpretação potente na voz de Siba. Lançado nesta sexta-feira, 28 de maio, a canção de apenas duas estrofes apresenta uma sonoridade única, composta por pandeiro, percussão e rabeca.


Uma música que é capaz de nos transportar para um tempo onde as coisas eram mais simples e a gente podia girar e cantar de mãos dadas em uma roda de ciranda. "Ciranda da Macaxeira" é o segundo single de Forró de Rabeca, novo disco do mestre que será lançado em junho de 2021. Uma obra que vale a conhecer.



Eu também quero beijar - Ciel Santos (Clipe)


O artista pernambucano Ciel Santos lançou uma releitura do clássico “Eu também quero beijar”, composição de Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Fausto Nilo. Em um vídeo delicioso com imagens que remetem ao calor, sensualidade e prazer, Ciel expõe as suas referências de moda e cultura, que são influenciadas por suas vivências na cultura popular e no movimento queer.


Ao final do vídeo, o artista LGBTQIA+ faz questão de afirmar: “Nosso beijo não é má influência”.


Seguindo a tendência lançada por Beyoncé no seu último álbum visual, o clipe foi lançado em formato vertical e encaixa perfeitamente com as métricas do Instagram.


Confira o clipe da releitura:


Epílogo - Lucas Torres e Alcalinas Brisadas (videopoema)


Em parceria com a produtora Alcalinas Brisadas, o cantor Lucas Torres lançou o vídeopoema ‘Epílogo’, em homenagem a José Torres, escritor, poeta, compositor e artista plástico goianense.


A produção foi gravada na casa onde José Torres viveu, no Centro de Goiana. O projeto foi idealizado por Lucas Torres e Ilton Ferreira, produtor da Alcalinas Brisadas, sobrinhos de José Torres.


Na voz marcante de Lucas Torres e com arranjos sonoros instigantes, o videopoema carrega uma intimidade inquieta e nos envolve em uma atmosfera utópica. A edição das imagens é o diferencial da obra e casa perfeitamente com o poema.


Confira:


Only - Const x YungBoo ft Morae$ (Clipe)


Pensando em cravar espaço em regiões além da Zona da Mata Norte do estado, o coletivo Call Comunication, através da parceria entre Const, YungBoo e o compositor Morae$, lançou "Only". O clipe, já disponível nas principais plataformas digitais, faz parte do projeto GrandCity.


A faixa, transformada também em produto audiovisual, é fruto de um deslocamento de Goiana ao bairro Altiplano, em João Pessoa, sendo essa a primeira vez que o coletivo saiu da cidade natal para atuar em uma produção desse tipo. O tom de ostentação dita o ritmo da composição, que conta com uma cenografia diferente do que já havia sido produzido pelo grupo.


A produção musical, mixagem e masterização foram feitos por Jovem Otto, que também é compositor e recentemente lançou o álbum +18.



O que há lá - Mulungu (álbum)


São raros os discos de estreia que imprimem uma marca tão forte como O que há lá, de Mulungu. Não à toa o processo de criação dele foi iniciado em 2018. Mesmo que antes da Mulungu existir, seus membros já estavam presentes em bandas muito populares na cena como Barro (PE) e Mahmed (RN). O trio formado por Jader, Guilherme Assis e Ian Medeiros brinca com uma melancolia indie, entre um atmosfera de introspecção nas letras, experimentações jazzísticas e fortes traços da psicodelia. Tudo isso de uma maneira específica, não se detendo aos limites de gênero musical y ou x.


O que há lá cresce muito, também, em utilizar de sua personalidade para ser um disco de encontros bem articulados. Essas parcerias incluem artistas como Una, Luna Vitrolira (em um spoken word incrível), Sofia Freire, Felipe Castro e Henrique Albino. Destaque também para o diálogo com artes visuais, que fazem muito forte no projeto gráfico do material físico e na direção de arte de Gabriel Formiga, e direção de Hugo Bonner e Vitor Sormany. No dia 27 (05), o grupo lançou em sua página no YouTube um show/documentário e alguns depoimentos sobre o processo de criação.


Confira o disco:



Mudança - DJ Duart (EP)

Como produtor de remixes, DJ Duart tem uma trajetória profícua no mainstream com produções para artistas como Almério, Jorge de Altinho, Lenine e Alceu Valença. Lançando seu primeiro EP, Mudança, o músico adentra o universo dos ritmos brasileiros com beats eletrônicos.


No álbum, Samba, Maracatu e Forró - três ritmos consagrados da música brasileira - são revisitados sob diferentes nuances da House Music, gênero musical eletrônico. Instrumentos percussivos como alfaia, zabumba e pandeiro encontram samples e batidas de House, Deep House e Tech House - união entre orgânico e digital, regional e contemporâneo, gerando uma música de texturas e camadas, que reverencia o clássico e também convida para dançar.


Confira o EP:


Truth - Boa Vista Hard Club (single)

A banda de hard rock recifense Boa Vista Hard Club lançou o single Truth. A música, que traz uma sonoridade que faz juz ao nome da banda; no entanto, o grupo traz influências de uma série de vertentes do gênero e tais influências são perceptíveis em "Truth".


No perfil da banda no Instagram, o Boa Vista Hard Club confirmou que a música fará parte de um projeto vindouro.




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