• Júlia Rodrigues

Dos bailes às casas de shows: todos os caminhos passam por MC Leozinho e pela maloqueiragem

Atualizado: Set 2


"O que mais simboliza esses vinte anos de carreira é o reconhecimento da galera. Onde eu chego, o carinho continua o mesmo, as palavras continuam as mesmas. Eu deixei a marca com o nome MC Leozinho e isso é fundamental, o reconhecimento". A voz diferenciada do artista natural de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, se confunde com as histórias da cultura pernambucana. Este ano, MC Leozinho, o General, celebrou 20 anos de carreira, sendo incontestável o sinal de exclamação para um dos pioneiros do funk e brega-funk no estado. Mas de onde surgiu todo esse prestígio?

No final da década de 1980, os bailes funks começaram a se popularizar na Zona Sul do Rio de Janeiro. Depois, a novidade chegou às periferias, mas com estilo e movimento diferentes das festas curtidas pela classe média. Quase uma década depois, o funk carioca continuava muito forte. Em Pernambuco, pode-se dizer que era o gênero que fazia as galeras saírem de seus bairros. Não só isso. As batidas aceleradas e de pouca transição harmônica, eram a instiga para os bondes expressarem seus rituais - individuais dentro da peculiaridade de cada bairro e ao mesmo tempo coletivos, com os encontros de galeras.

Para os MCs locais, naturalmente as principais influências vinham do Sudeste, uma vez que as músicas dos artistas dessa região já rodavam o país. O mesmo aconteceu com MC Leozinho, que se espelhou em nomes como MC Marcinho, Danda e Taffarel, Cidinho e Doca. No estado, a forte atuação de Carioca de Rio Doce e Seboso da Mustardinha nos bailes também faziam o hoje Mestre de Cerimônia sonhar um dia participar de uma batalha de rima.

"Aqui, tinha uma galera que cantava, mas não era tão conhecida. O funk era muito discriminado nessa época, a violência era muito forte", diz Leozinho. Muito disso acontecia no meio onde o funk de galera construiu espaço: nas periferias, que naquele período foram ambientes que sobreviveram, principalmente no âmbito cultural, de maneira praticamente autônoma e sob extrema ausência do estado na promoção de políticas públicas.



MC Leozinho, o General do Recife. Foto: Cenário Filmes/Divulgação

O sociólogo José de Souza Martins confere que a periferia se estabelece como "a negação das promessas transformadoras, emancipadoras, civilizadoras e até revolucionárias do urbano, do modo de vida urbano e da urbanização''. Em outras palavras, é o espaço que ocupa as extremidades, às margens e o esquecimento público. Para o mesmo autor, "As casas pequenas, as ruas estreitas, sem praças e sem plantas, terrenos reduzidos e sujeiras. Essas características espaciais acabam fazendo parte não só da paisagem, mas também da formação de vínculos que os moradores periféricos vão estabelecer ou não com os locais onde moram".


Na década de 1990, o Baile do Rodó, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, e o Baile do Téo, em Casa Amarela, na Zona Norte da capital, eram os principais palcos de extravaso dos bondes da Região Metropolitana. Os bailes de corredor reuniam galeras de diferentes bairros, que se dividiam em lados A, B e C, assim como se divide grande parte das Torcidas Organizadas brasileiras ainda hoje, com dois eixos de rivais diretos e um grupo neutro, que exalta sua torcida, mas que geralmente não mantém rivalidade direta com outras TOs do país (mas mantém com Organizadas da mesma cidade, por exemplo). Em Pernambuco, inclusive, as três maiores TOs foram formadas em períodos que convergem com a realização dos bailes; 1984 (Fanautico), 1992 (Inferno Coral) e 1995 (Torcida Jovem do Sport).


Junto à necessidade de exaltação do bairro, surgiu a rivalização entre os diferentes bondes, que tinham ideologias divergentes. As galeras geralmente se encontravam no Conselho dos Moradores de cada favela para ir ao baile e, no percurso - em micro-ônibus ou kombis -, os gritos de enaltecimento ao local onde moravam faziam parte do ritual de identificação, pertencimento e diferenciação de um grupo para o outro.


A música ou "rima de galera" foi o que iniciou Leozinho no funk pernambucano. A instiga, muitas vezes, estava nas rodas de break e na movimentação que o baile proporcionava. Era comum, por exemplo, ver pessoas para cima e para baixo ostentando caixas de sons na prévias dos bailes. A aproximação com o estilo também aconteceu através das próprias experiências de vida do artista, que fazia parte do bonde da Praia Verde, mais conhecido como PV, de Olinda. "A maioria dos bairros de perto de Olinda se tornava PV. Gritava o bairro quando estava indo para o baile, mas quando chegava lá, todo mundo se tornava PV. Cada bairro tinha sua sigla. Quando a turma sabia de qual lado você era da galera, automaticamente sabia onde você morava. Nessa época, não havia interesse em chamar a atenção do sistema. A turma só queria ir para o baile, curtir, brigar e falar da sua galera", conta Leozinho.


Na virada da década de 1990 e início dos anos 2000, o bate-bate (pesadas) dos bondes nos corredores dos bailes há muito se confundiam com as disputas por espaço e poder dentro de cada território. As brigas aconteciam nas ruas, em locais marcados, e nos ambientes de festas. Com o crescimento do tráfico de drogas, a acelerada disputa por território para a expansão desse negócio, e a repressão das forças estatais, a violência ficou ainda mais acentuada, e o próprio estado não foi capaz de controlá-la.


Nesse período, grande parte das letras produzidas por Leozinho traziam a exaltação do bonde dele e dos aliados. Contudo, ao adentrar cada vez mais no meio artístico, o MC enxergou a necessidade de expandir suas abordagens. A partir daí, lançou o emblemático Rap da Cyclone (2003), uma tentativa bem sucedida de envolver outros bondes em sua música, mas sem deixar de lado seu local de pertencimento, Maranguape e o lado que "colava" com o bairro de Paulista.


"Quando eu ia para os lugares, as pessoas pediam para eu colocar o nome da galera delas nas músicas, foi quando eu criei a música da Cyclone, falando de todo mundo, até das galeras que não eram aliadas da minha, eram rivais. Eu falei com todas as galeras em uma música só. A moda era ter Cyclone, quem tinha era considerado rochedo", relembra. Nos bailes, os integrantes dos bondes exibiam com ostentação a marca nas camisas e nos calções.



Ainda assim, anos mais tarde, a afeição pelo “funk de galera” ainda se fazia presente no trabalho do artista. Em meados de 2009 - de acordo com o que ele mesmo recorda - aconteceu o lançamento de "Cadê a Mustardinha". Na época, a música era uma resposta à "Manteiguinha", de MC Boco do Borel, que depois lançou “Olha a Mustardinha aí”, em contra resposta. Esse é um dos tantos exemplos dentro desse processo musical que acionava provocações - às vezes sadias em cima dos palcos, quando os MCs se conheciam nas batalhas - , mas que geravam grande ebulição na pista. Isso, claro, também contribuiu para a difusão do "funk de recado" ou de "resposta" nos bairros do Grande Recife.

Criminalização dos bailes e o "funk consciente"

"Funk é uma música que agrega muitos jovens da periferia. É muito mais fácil abordar um negro num carrão do que um branco. Essa é uma soma que nunca bate. As pessoas dizem que a escravidão acabou, mas, lá no fundo, sempre seremos sugados pelo sistema, e o povo da periferia é quem mais sofre com tudo isso".

O baile funk se construiu como um espaço de disputa, mas também de resistência, identificação de classe e da cultura produzida nas favelas pelos próprios moradores. Nesse sentido, "quem produz, dita as regras". E foi assim por muito tempo. Do mesmo modo, o baile de corredor era um ambiente propício para a promoção de novos MCs e DJs recém chegados à cena. Mas sua popularização em Pernambuco foi um fenômeno proporcional à perseguição policial aos bondes que participavam das manifestações.

A repressão policial aos bailes foram intensificadas, mas, àquela altura, o estado já havia perdido o controle da situação - ironicamente, pois sequer chegou efetivamente a ter, uma vez sua ausência nesses espaços também fomentou os entraves disseminados -, de modo que a violência nas periferias também cresceu de maneira desenfreada. Entre os anos de 2003 e 2004, os bailes foram proibidos em Pernambuco. No mesmo ritmo dos acontecimentos, as disputas também se expandiram de maneira mais acelerada para os estádios de futebol e para os seus arredores, pois, com o fim do baile funk no Recife, boa parte das galeras migraram para as TOs, encontrando nas entidades motivo suficiente pelo qual lutar.



MC Leozinho comemora 20 anos de carreira em 2021. Foto: Divulgação

E não à toa, a hierarquização dentro das Torcidas Organizadas se assemelha bastante, inclusive, ao que era visto no início dos anos 2000 com os bondes. A uniformização é uma das regras básicas para se juntar ao grupo. E, nesse contexto, ter uma camisa que carrega ideologia, é a razão da existência da coletividade que forma a torcida. Hoje, por exemplo, a Inferno Coral adota como padrão camisa branca - essa é a marca que logo de cara diferencia a TO das demais torcidas no estádio -. Pode acontecer de quem fugir desse ritual ser retirado da torcida (não é a regra, mas pode acontecer).

Outro aspecto que se aproxima da cultura de galeras é a criação de "lemas" e músicas para a identificação e demarcação da ideologia da torcida, o que também acontecia/acontece com os bondes, que são exaltados por seus próprios integrantes. Também na Inferno Coral, o dito União, Força e Atitude aparece estampado em camisas, calções e é utilizado como marca pela TO nas ruas e nas arquibancadas.

As festas nas arquibancadas e as comemorações de aniversário são outro ponto interessante. Nesses rituais, geralmente os integrantes das torcidas cantam, dançam e revisitam com bastante frequência o formato do baile de corredor, com empurra-empurra, chutes e mãos elevadas diante de sons mais instigantes.


Em espaços de disputas que já se misturavam, como os bailes e os estádios de futebol local, a criminalização da festividade forçou os MCs, inclusive Leozinho - que no período já recebia cachê para cantar nos bailes -, a buscarem outras alternativas para se manterem na música. "Quando eu vi que o baile não iria mais voltar, por conta de tantas polêmicas, eu comecei a criar outros tipos de músicas", diz ele. Buscando ocupar novos espaços, Leozinho mais uma vez se inspirou nas histórias que o atravessam para se reinventar. Dessa vez, o General se debruçou sobre a produção do "funk consciente", através de composições que denunciam a precariedade do sistema carcerário; levar uma mensagem de esperança para as pessoas privadas de liberdade ou amigos de infância, além de letras em homenagem aos 'parceiros' que se foram ao longo da jornada.

Além da busca por novidades, o artista tinha a si próprio como espelho, principalmente depois que seu pai foi preso. De acordo com Leozinho, foram 12 anos cumprindo pena no sistema carcerário. "Eu vivia indo visitar ele. Depois de grande, comecei a visitar muitos amigos meus também. Foi quando eu comecei a fazer as músicas e as ideias que eu sempre falei de cadeia eram todas reais, porque eu via tudo".



Além de Bateu a Saudade, MC Leozinho gravou Cenário Louco, Osmir da João, Alô Léo e outras. Essa era uma forma de ter sua música aceita em outros ambientes. As casas de shows do Recife geralmente recebiam bandas de brega pop (brega romântico) e o receio de receber MCs era grande. Na visão de muitos empresários da época, para além da criminalização do funk de galera, o público poderia não reagir bem na pista às músicas de exaltação aos bondes.


Do funk para o brega e vice-versa


Diante da necessidade de se inserir para continuar cantando, uma nova ideia de música se formava na cabeça do artista. Foi bebendo de uma fonte que já existia de forma consolidada na cena musical pernambucana que Leozinho e DJ Serginho lançaram "Dois Corações". Era o brega extravagante como ferramenta para atingir outros públicos. "Eu não era acostumado a cantar Brega, aí quando eu gravei, achei estranho. Mas todo mundo tava dizendo que tava massa", recorda.

"Todo mundo comentando, querendo me levar pras rádios. Os DJs ligando, querendo a música. Em 15 dias, a música estava tocando em todas as carrocinhas e rádios. Comecei a fazer os bregas para também fazer os shows, que estavam muito difíceis, porque a galera ficava com medo da violência".

Mas foi justamente em um desses espaços que o MC conheceu o empresário e produtor musical Pepito. Leozinho passou a ser agenciado por ele, inclusive, recebendo, à época, um cachê considerado bom para se apresentar em casas de shows. Alguns funks não saíram de seu repertório "para não perder a raiz", segundo ele. Inicialmente, a rejeição no ramo foi sentida pelo artista. Os questionamentos sobre a identidade musical do artista vinham de todos os lados, afinal de contas não era comum ver um MC cantando brega romântico. Mas o ponto de partida foi dado e, logo em seguida, ele relata ter sido abraçado pelo movimento.



MC Leozinho, um dos pioneiros do funk e brega-funk pernambucano. Foto: Divulgação

Ao passo em que as mudanças aconteciam de forma tão rápida, numa pegada de experimentar novos sons, o artista e Pepito criaram a PL Produções (Pepito e Leozinho). A produtora agenciou nomes como MC Metal e Cego, Sheldon e MC Tocha. Entre os anos de 2009 e 2010, Leozinho lançou "Esse filho é teu", música que mistura as batidas de brega com o funk. O gênero, porém, ainda não havia sido nomeado, mas o som instigante e o ritmo acelerado já tomavam conta dos bairros do Grande Recife. Ali, surgia um marco da cultura local, que, mais tarde, viria a se transformar em febre nacional, e alcançar voos mais altos, atingindo o cenário mundial.

"Tá pegando fogo", em parceria com MC Boco, e "A fiel que me deixou" foram outras produções de sucesso dentro do Brega. O "funk de resposta", por exemplo, foi reinventado na voz do MC. Em resposta ao então lançamento de "Quem tira onda é eu", da Banda Top 10, Leozinho lançou "A tua onda acabou". As produções foram caindo na graça do povo, que aguardava ansioso a cada aviso de nova resposta.




"A gente não imaginava que tomaria essa proporção. Na época que eu comecei a cantar brega, a turma começou a falar: 'tu canta brega ou canta funk'? Eu dizia que era brega e funk, os dois juntos, mas até aí o nome não tinha vingado. Quando Metal e Cego gravaram também ainda não vingou. Veio se falar em brega-funk em 2013, que foi o nome que pegou mesmo, já da onda de Loma".

Duas décadas após tantas pedras no caminho e reinvenções, hoje o reconhecimento cai como uma luva no colo do artista. "É massa sair nos cantos e ser reconhecido por algo que saiu da periferia. A gente conseguiu chegar a um patamar muito alto da cena local, nacional e mundial. O brega-funk chegou em lugares que a gente nunca imaginou que iria chegar. Antigamente, a gente pensava que só o que ia dar (certo) era funk, forró e MPB".

Virando o jogo

O setor cultural continua sentindo os impactos da pandemia da Covid-19. Antes do vírus se instalar no estado, em março do ano passado, Leozinho fazia, em média, de 15 a 20 shows por mês. Sem as apresentações, as dificuldades bateram na porta. Em consequência disso, ele, que atualmente trabalha com Tassia Seabra, da Seabra Produções, teve a websérie documental "Leozinho, o General, 20 anos de carreira", de três episódios, financiada com recursos públicos pela lei de incentivo à cultura, Aldir Blanc.



Se voltarmos algumas linhas, conseguimos perceber o que esse fomento representa diante do contexto de "criminalização do funk", dos corpos periféricos, e da repressão aos bailes promovida pelo estado décadas atrás. "É uma vitória muito grande da periferia, do funk, da cultura. É um direito nosso, todo artista tem direito a ganhar essa ajuda para poder tentar construir algo melhor. Muitos não têm recursos para gravar documentário e clipe", atesta o artista.

Depois de tantos feitos pela preservação da cultura de bailes, do funk, e do movimento brega-funk no estado, hoje Leozinho dança conforme a música. "Eu canto o que estiver rolando". Mas sem esquecer que para ele o limite pode ir além do céu. Só até o despertar de uma nova ideia de bastidor.


“A festa dos maloqueiro”

"Maloqueiro trajado estilo ladrão / camisa de time e seta no calção / e a disposição a mais de mil / disposição a mais de mil". O trecho da música “Estilo Ladrão”, uma parceria entre o duo Shevchenko e Elloco e o rapper Okado do Canal, aciona questionamentos. O que é ser maloqueiro? Como se enquadra no estilo ladrão? Ou, melhor, quem enquadra no estilo ladrão? As respostas poderiam ser construídas através de teorias acadêmicas. Mas Shevchenko, um dos expoentes do brega-funk pernambucano, nascido e criado na favela do Canal, na Zona Norte do Recife, encontrou o caminho certeiro para a comunicação chegar à favela sem academicismo.


"Pela nossa aparência, pelo jeito de falar e, principalmente, pelo jeito da gente se vestir. Quando usamos camisa de time, roupa da Tropa, Nike, Cyclone e Seaway, esse nosso estilo nunca é retratado como trabalhadores que somos, mas sim, como marginais", diz o artista em um comunicado virtual. As marcas de "surfwear" e esportiva não foram apontadas à toa pelo cantor e a Cyclone é uma das mais emblemáticas nesse processo.


A grife foi criada em 1984 a partir de uma parceria entre o empresário Mauro Taubman, seu sócio Luiz de Freitas Machado e o surfista Roberto Valério. Como um "boom", a marca se popularizou nas periferias brasileiras e se tornou parte da identidade do jovem periférico. O feito repercutiu nos bailes de corredor. Essa era e continua sendo uma das formas de ostentação da periferia. Usar Cyclone no baile deixava mais descolado, confiante; nos aniversários de bondes, "estilo" era mostrar a camisa com a marca para as câmeras. Vestir Cyclone era como aparecer para o mundo e expor seu local de pertencimento. Apesar desses acionamentos, a marca também passou a sofrer associações depreciativas, como a ideia de que a Cyclone é "roupa de bandido". Nesse sentido, os estigmas estão ligados não somente ao indivíduo, mas também ao produto que o agencia como sujeito.


O estigma sobre esses corpos pode também ser facilmente identificado em outros espaços, como na gramática. No dicionário, "maloqueiro" tem vários significados de acordo com diferentes contextos, mas todas as abordagens têm conotações pejorativas. Jovem que anda vagando pelas ruas, normalmente acompanhado de outras pessoas; jovem que anda nas ruas pedindo dinheiro; sujeito sem educação, grosseiro; aquele que anda esfarrapado; indivíduo que vive na bandidagem, são algumas das atribuições.


"Por mais que a galera passe a semana toda trabalhando duro, o final de semana sempre acaba em festa. No final de semana, quando podemos usufruir do pouco salário que nos resta após pagar as contas, é quando podemos nos vestir bem, estarmos cheirosos, confraternizando, esquecendo um pouco a semana cansativa. É a confraternização daqueles que possuem os estereótipos de ladrão. A festa dos maloqueiro", acrescentou Shevchenko.


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