• Revista Gruvi

Confira a primeira lista com os lançamentos de julho

Terras de Aiocá - Guma (single)


Após uma série frenética de lançamentos, a banda recifense Guma se despede em grande estilo com o single Terras de Aiocá, com produção assinada por Alessandra Leão. A artista se junta ao grupo para agregar no experimentalismo, na percussividade e no passeio por ritmos populares.


Os bastidores da gravação do single geraram um curta-documentário intitulado “Sobe Som”, onde os integrantes da banda e a produção revelam os processos e referências da canção. O livro “Mar Morto”, de Jorge Amado, foi base para a composição da letra da música, realçou Katarina Nápoles. Já Carlos Filizola reforça o início marcante da faixa, com um vocal agudo que remete a sereias, Iemanjá e aos cantos dos Afro-Sambas.


Se assim como nós, você adora conhecer o que está por trás das “cortinas” musicais, não deixe de assistir ao produto audiovisual. É uma ótima experiência para complementar a escuta.


Outro processo interessante adotado pela banda foi fazer uma playlist com canções que serviram de inspiração para criar o single, onde se vê o amplo espectro de referências, com nomes que variam de Metá Metá, Novos Baianos e Gilberto Gil até sons internacionais como Beatles e Mac DeMarco.


Ouça:



Confira documentário fruto dos bastidores da canção:



Confira playlist com as referências para “Terras de Aiocá”:



Capricorniana - Tagore (Single e clipe)


O lançamento do músico pernambucano Tagore é um vislumbre astrológico, dançante e bem-humorado. O single “Capricorniana” faz referência a sonoridades de artistas como Ave Sangria e Alceu Valença, configurando um verdadeiro “baião elétrico” que aborda as principais características dos signos do zodíaco, com ênfase no que deu nome à canção.


O single é a quarta faixa divulgada do disco Maya, que deverá ser lançado ainda este ano e conta com produção do ex-baterista da Nação Zumbi, Pupillo Oliveira.


A irreverência da música é acompanhada de clipe no mesmo tom. Simulando os antigos programas de auditório, o artista é convidado a apresentar sua canção ao público no quadro “signos”, submetendo-se a brincadeiras e situações constrangedoras características do estilo televisivo.


No clipe, ainda é possível ver algumas referências ao período que este foi produzido, na pandemia da Covid-19, onde as dançarinas de auditório estão vestindo máscaras e macacões amarelos para perigo biológico.


Confira o clipe:



Eu gosto - Jader (single)


Com influências diretas do forró e do piseiro, Jáder lança o single Eu gosto. Vocalista da Malungo e performer, o single de Jáder traz em seus gestos de disputa narrativa para corpos LGBT+ dentro de gêneros populares como o forró. Entre as referências de Jáder estão clássicos do forró, desde Luiz Gonzaga, até referências do forró dos anos 1990 e 2000, como Mastruz com leite e Aviões do Forró. Enquanto artista e não-binário, Jáder trabalha simbolismos de sensualidade e romance, performados a partir de outras narrativas não heteronormativas.


O disco de Jáder tem previsão para 2022. Eu Gosto tem a produção de Barro e Guilherme Assis, mixagem de Guilherme Assis no Zelo estúdio e masterização de Felipe Tichauer Red Traxx Mastering.


Confira:


Dois Corações Pertinhos - Junio Barreto e Tika (clipe)

A canção "Dois Corações Pertinho", do cantor e compositor caruaruense Junio Barreto, ganhou um clipe no dia 8 de julho. A música foi composta pelo artista pernambucano em parceria com a cantora e compositora paulista Tika, e tem a direção executiva de Otto.


O clipe conta com a atuação de Junio e Tika e uma performance do ator Tony Reis. Em uma ambientação caseira e com imagens em preto e branco, a produção audiovisual interpreta fielmente as narrativas presentes na canção, que fala sobre a ausência causada pela perda de um amor. Composta em agosto de 2020, momento crítico da pandemia da Covid-19 no Brasil, a música remete a dor de uma perda sentida por muitos.


Confira o clipe:


Outra Reza - Matheus de Bezerra e Ivyson (single e clipe)


Enfrentar a pandemia da Covid-19 talvez seja uma das tarefas mais árduas que a humanidade já precisou fazer. Encontrar "sobrevivência" nas vivências, achar uma luz no fim do túnel ou fechar os olhos e pedir por dias menos dolorosos. Outra Reza, nova produção de Matheus de Bezerra em parceria com Yvson, traz essas metáforas dos dias atuais.


A canção faz parte de um projeto que reuniu uma tríade. Além de Outra Reza, a dupla lançou Qualquer Lugar e Descansar, pelo Mobile Lab. O vídeo teve direção de Lucas Lima e a captação e edição de áudio são de Breno Rocha.


Renovar a fé e a esperança nesse período pode significar vida, assim como Outra Reza.




Júlio Ferraz - Em chamas (clipe)


O músico pernambucano Júlio Ferraz faz de Em Chamas, o segundo clipe de Orbe Onírico, seu último álbum. Utilizando de um som intimista, melódico e de contornos folk, Em Chamas faz parte das composições e narrativas músicas firmadas pelo músico na pandemia. O clipe traz imagens caseiras de Dylan, gato de estimação do músico.


Orbe Onírico foi lançado pela gravadora Discobertas no dia 15 de janeiro.


Confira o clipe:


Favela Pede Paz - MC Leozinho Matheus Perverso, Vilão da Norte, Léo da Lagoa, MC Chinina, MC Louco, Juninho JDC e MC Anjo (clipe)


O nome do som fala por si. Favela Pede Paz, música que surgiu da parceria entre o Projeto Invasão e MC Leozinho, já está disponível nas plataformas e traz à tona um estilo pouco visto no estado nos últimos tempos. O "funk de reflexão", evoca as ranhuras enfrentadas pela periferia no cotidiano e salienta a necessidade de um olhar diferente sobre os moradores desses espaços.


O discurso trazido na canção não foge do convencional dentro dos apelos do gênero, mesmo assim, não deixa de ser importante reforçar o óbvio, principalmente em tempos sombrios encarados pela classe proletária.


MC Leozinho, Matheus Perverso, Vilão da Norte, Léo da Lagoa, MC Chinina, MC Louco, Juninho JDC e MC Anjo encenam o clipe da canção, disponível no YouTube.




Dengue - A volta de Soturno II (EP)


O músico Dengue, mais conhecido pelo seu trabalho como baixista da Nação Zumbi, “bota na rua” o seu primeiro trabalho solo. Com o nome de A volta de Soturno ll, o EP traz um registro de synths, em uma pegada instrumental para além do baixo. Sempre partindo da música eletrônica, o EP é bastante prismático: do lo-fi, passando pelo Reggae, Trip hop e Dub, até o synthwave.


A volta de Soturno II é um EP que marca a transformação de um músico de carreira sólida.


Confira o EP:


Distopia - André Mussalem (álbum)


O multiartista pernambucano André Mussalem lançou o terceiro álbum de sua carreira intitulado Distopia. A obra conta com 10 faixas inéditas e participações de Zé Manoel, Isadora Melo, Flaira Ferro, Isabela Moraes, Illy e Martins. O disco, que está disponível em todas as plataformas digitais, é a continuação do projeto iniciado a partir dos lançamentos dos EPs “A Vida Segue” e “Estado de Emergência”.


A experiência de André como músico fica evidente nas faixas que compõem o álbum. Com arranjos marcantes e diversos, que passeiam pelo frevo-jazz, xote, frevo baiano e tantos outros, "Distopia" é uma obra rica e completa. As letras das canções são marcadas por narrativas de inquietações pessoais que foram formadas a partir de uma experiência em coletivo caótica, o que se explica quando descobrimos que o álbum começou a ser construído no ano de 2019, quando os brasileiros começaram a enfrentar o desgoverno de Bolsonaro.


Conheça o disco de André Mussalem:






12 visualizações0 comentário